Me perco, me procuro e me acho e quando necessário, enlouqueço e deixo rolar... Não me dôo pela metade, não sou tua meio amiga, nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Sou boba, mas não sou burra. Sou pessoa de riso fácil... e choro também. Ultimamente eu tenho vasculhado o passado. Soprei a poeira e abri aquele baú antigo das lembranças, tentando lembrar de como eu costumava ser. Porque hoje, hoje eu deixei de ser. Amadureci, porque passei por tantas experiências que consegui aprender com meus próprios erros. Me decepcionei com amigos, me decepcionei com amores. Conheci pessoas tão especiais que fui capaz de me inspirar por elas e me espelhar nelas para me tornar uma pessoa diferente. Talvez uma pessoa melhor. O tempo passou e eu mudei. Aprendi a reclamar, e aprendi também que reclamar não adianta. Vejo a mulher que eu posso ser para quem souber amar. Vejo a menina pronta pra ser única na vida de alguém que estiver disposto à entrega. Por isso, nada de deixar que alguém me invada o coração, nada de me deixar levar na brincadeira. Pra brincar, tenho meus amigos. Hoje eu me amo mais que tudo. Hoje, não busco mais o amor. Não faço de quem quer que seja a pessoa ideal. Não fico enfeitando o feio, nem mascarando os defeitos com os quais eu não consigo conviver. Sei o que quero e sei muito bem. Não ando mais guiada apenas pelo que não quero. Um dia, se o amor me encontrar, ótimo. Enquanto isso, eu sou feliz, imensamente feliz com o que eu tenho. Afinal, Esse silêncio é paz.